quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Crenças sobre a atividade sexual na gestação

É com prazer que divido com vocês o resultado deste trabalho de pesquisa.
Nosso objetivo foi apresentar um panorama mundial das crenças sobre a atividade sexual presentes na gestação. 
"Relacionar-se sexualmente com a esposa quando ela está grávida de uma menina é adultério?"
"Sexo na gestação pode causar parto prematuro?"
"O contato com o esperma pode provocar cegueira no feto?"
Pois é, esses e outros achados estão em nosso artigo. Publicado recentemente em importante periódico internacional: Journal of Sex and Marital Therapy.
No link abaixo, vocês terão acesso ao artigo. 



domingo, 19 de março de 2017

Sexualidade na Gestação e Puerpério

Ontem foi dia de encontrar gestantes, mamães e futuros papais, no SESC Bom Retiro, para trocar ideias e desfazer mitos sobre a sexualidade na gestação e no puerpério.
Ótima iniciativa!!
Vou então, citar algumas perguntas que surgiram durante o encontro, e esclarecê-las. Espero que possa ajudar a quem não pôde estar presente.
E, em breve, teremos outro encontro lá mesmo.


1 - Minha namorada disse que quando ela engravidar, não faremos mais sexo... pois o bebê estará lá... Pode fazer sexo na gestação?
Sim, pode fazer sexo na gravidez! Não há perigo de machucar o bebê e se a gravidez se desenvolver sem problemas, não há nenhuma contra-indicação. O casal passará por alterações nessa área, mas podem descobrir, juntos, novas alternativas para passarem por esse período com qualidade de vida sexual satisfatória. O desejo pode diminuir no início, mas tende a aumentar no segundo trimestre. O corpo feminino estará mais sensível para sentir prazer. No segundo trimestre, a lubrificação surge mais rapidamente e mais abundante, permanecendo assim até o final da gestação. Os orgasmos podem ser mais intensos. O período que vai da 14a até a 28a semana pode ser um momento sexualmente interessante para o casal!!! Já no terceiro trimestre, a disposição para a atividade sexual pode diminuir, mas não acontece com todas as mulheres. Com o aumento do tamanho do abdômen, novas posições sexuais podem ser utilizadas para maior conforto e prazer do casal. O importante é que o casal converse sempre sobre expectativas, experiências e desejos nessa fase tão importante na vida dos dois! Caso precisem de ajuda, um profissional especializado em Sexualidade Humana pode fornecer orientação e informação importantes!


2 - Há diferença entre fazer sexo quando o feto é feminino ou masculino? Eu tive mais libido quando esperava um menino....
Na verdade, não há influência na libido feminina associada ao sexo no bebê. A libido depende de vários fatores: físicos, emocionais, relacionais, sociais e religiosos. E as gestações decorrem de forma distinta numa mesma mulher. Pode ser que numa gestação, que foi planejada, o casal esteja num bom momento e a atividade sexual seja vivida de forma satisfatória. E pode ser que em outra gestação, que não foi planejada, por exemplo, o casal esteja enfrentando dificuldades financeiras, ou de relacionamento, ou de saúde... isso vai interferir na sexualidade do casal, mas não sofre influências do sexo do bebê. Por outro lado, existem mitos sobre isso, e o homem pode se sentir desconfortável de manter relações sexuais com parceira se o feto for masculino ou feminino... e a informação nesse caso pode ajudar. O bebê não sabe que a mãe está fazendo sexo e não entra em contato com o esperma, pois está protegido dentro do útero materno. Estudos mostram que quando o casal tem atividade sexual satisfatória, o vínculo entre o casal pode se fortalecer... a mãe se sente segura, o pai se sente querido e presente, e ambos têm mais condições emocionais para passarem tranquilamente pela gestação e cuidar do bebê, quando esse chegar.


3 - Ainda estou amamentando e não tenho desejo sexual, apesar de gostar muito do meu marido. E mesmo quando estamos nos relacionando sexualmente, não tenho lubrificação. Por que isso ocorre?
Durante a amamentação, um hormônio é liberado para a produção do leite: a prolactina. Esse hormônio pode inibir o desejo sexual de forma acentuada. No entanto, já se sabe que mesmo que a mulher pode iniciar uma atividade sexual mesmo sem desejo espontâneo, e que se for estimulada de maneira satisfatória, o desejo surge e ela pode aproveitar o momento de forma prazerosa. Sabemos também que existem atividades que podem estimular a libido e a intimidade entre o casal: massagens, filmes eróticos, livros com temática erótica, banhos, conversas. Vale investir nisso, ao invés de simplesmente ficar esperando que o desejo apareça. Quanto à dificuldade com a lubrificação, os lubrificantes a base de água podem ser utilizados. E é bom lembrar que esse é um período transitório, mas que o casal pode preservar sua intimidade e se programar para mais momentos juntos.

Espero que as informações sejam úteis para você! Se tiver outras dúvidas, escreva.
Até breve!

sábado, 31 de dezembro de 2016

Encerramento de Ciclos

Tenho a sensação de que ao encerrar ciclos, como o final de um ano, e antes de me projetar no próximo ciclo/ano, necessito observar, avaliar e agradecer a colheita do que está se encerrando.

Em 2016, tive a oportunidade de participar de várias atividades em ambiente acadêmico: confecção de posteres para Congressos Internacionais; redação de três artigos científicos (ufa!); aulas em cursos de especialização (Faculdade de Medicina da USP e do ABC; CEPPS); apresentação de pesquisa nos últimos 9 anos no Departamento de Obstetrícia da UNIFESP.

Tive o prazer de dar aulas para gestantes sobre sexualidade e qualidade de vida na Casa Moara, na Porto Seguro e em ambulatórios de pré-natal da UNIFESP.

Retomei minha atividade digital aqui no Blog e no site que está em construção.

Atendi muitas pessoas, famílias e casais em ambiente educacional/terapêutico de consultório, na UNIFESP ou por Skype (tem gente que está longe!).

Participei de trabalhos voluntários com pessoas dispostas a ajudar e fazer o melhor!

E para me manter com energia para tudo isso caprichei nas aulas de Teatro, Música, Canto, Natação, Leituras, Supervisões, Meditação, Florais e por aí vai.

Acredito mesmo que essa seja a beleza da vida: a TROCA! 

Recebi muito de muitos profissionais, professores, amigos, conhecidos, mães como eu, pessoas que reencontrei depois de um tempão e pessoas queridas que encontrei durante o ano!

Recebi mais ainda de todos aqueles que com novas disposições, projetos, compreensões e sorrisos puderam mostrar que eu contribuí!

E que em 2017 as trocas de amor, conhecimento, companheirismo, solidariedade e tudo o que precisarmos para crescer possam se multiplicar!!!

Um brinde e gratidão à colheita feita!!! Prosperidade à nova etapa que se inicia em breve!!!

Tim-tim! :)
Meire Ribeiro

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Sexualidade e atividade sexual na gestação - Casa Moara




No mês de outubro tive o prazer de  estar na Casa Moara, um espaço de convivência especialmente dedicado às mulheres grávidas e suas famílias. 

Foi uma aula onde pude mostrar os resultados de nossos trabalhos, na última década, com sexualidade de gestantes, realizados no Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM).

Além da parte teórica, os casais puderam perguntar e falar de suas experiências a respeito da sexualidade nesse período.

Contamos com a presença do Dr. Jorge Kuhn, Obstetra e Professor da UNIFESP para esclarecer dúvidas dos casais nas questões médicas.

Noite produtiva!
Gratidão!



sábado, 29 de outubro de 2016

Memória Corporal

Foto de Duda Oliveira
Modelo: Luli Costa
Desde a mais tenra idade, ou mesmo no interior do ventre materno, o ser humano vai experienciando em seu corpo sensações, podendo estas serem agradáveis, de satisfação de suas necessidades, ou desagradáveis,  de frustação.

O ritmo cardíaco de sua mãe, pode ser sentido através das vibrações do líquido aminiótico, bem como sua voz e sua respiração. Ao nascer, essa ligação simbiótica com a mãe ainda continua e seu corpo precisará do contato muito próximo com o corpo de sua mãe, quer seja para a satisfação de suas necessidades básicas através da amamentação e de sua higiene corporal, quer seja de sua necessidade de segurança e afeto.

Seus primeiros registros corporais vão se dando através desse contato maternal, onde uma mãe atenta e carinhosa pode reconhecer os mais sutis sinais de necessidades de seu filho. 
O corpo do bebê é carregado, lavado, embalado, cuidado e acarinhado e, tudo isso acompanhado quase sempre da melodia da voz de sua mãe, com conversas, confortos e canções de ninar.

É já nessa fase do desenvolvimento infantil que mãe e bebê se comunicam, através de sinais, de toques, de sons, ou seja, a comunicação se estabelece no nível das sensações, da percepção e da sintonia entre os dois. A comunicação é corporal, não sendo necessário o entendimento intelectual de palavras já que "comunicar é primeiro entrar em ressonância, vibrar em harmonia com o outro" (Anzieu, 2000:76).

Com seu crescimento e desenvolvimento, a criança deixa de "ser uma" com a mãe e estabelece seus limites no seu próprio corpo. Os limites são estabelecidos e a pele que antes era a "bolsa que contém e retém em seu interior o bom e o pleno aí armazenados com o aleitamento, os cuidados, o banho de palavras" (Anzieu, 2000:62), passa a ser o limite do que está no interior e o que está fora. A pele agora limita e protege contra as agressões externas para, num segundo momento, por ser o meio primário de comunicação com outros, estabelecer relações significantes.


Com a sensação de "possuir a própria pele", o ser humano segue relacionando-se consigo, com o mundo e com os outros. Seu contato com o mundo é registrado em sua pele, em seu corpo, seu ser, constituindo lentamente o universo de suas vivências. 

Fonte: O Eu-pele. Didier Anzieu; Trad. Zakie Yazigi, Rosali Mahfuz - São Paulo:Casa do Psicólogo, 2000. 2ª ed. 310p.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Recomeços



Recomeços... novos caminhos
momento de rever antigos valores e adotar novos...

Creio que seja sempre uma boa hora para refletir sobre nós mesmos, nossa saúde, nossos hábitos...
E também aproveitar a motivação para adotar hábitos mais saudáveis.
Alimentar o corpo e a alma para sermos felizes.
Alimentos frescos e coloridos como as frutas, verduras, legumes são excelentes fontes de nutrientes.
Água refresca, limpa e ajuda a digestão.
Sucos naturais vermelhos, amarelos, verdes... hidratam e são curativos.
Exercícios físicos fortalecem, revigoram, embelezam e dão prazer.
Yoga, meditação, corrida, dança, natação, sexo saudável, caminhada no quarteirão, subir escadas queimam calorias e promovem bem-estar.
E o corpo agradece!
Ouvir aquela música preferida, fazer e contemplar arte, realizar trabalhos manuais, conversas divertidas, estar com amigos, boa leitura, brincar com crianças, ouvir as maritacas de manhã, observar o por do sol, receber massagem, alongar, viajar, se arrumar, elogiar e receber elogios, dar início àquele novo e importantíssimo projeto... ilumina a vida.
E a alma agradece!
Felizes recomeços a todos nós!
Meire Ribeiro

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Dica de Livro

Alguns recursos são úteis para estimular o desejo sexual:
Livros
Sites
Filmes
Conversas
Gravuras
Hoje deixo aqui a dica de um livro que muitos gostam:

A Cama Celestial

“Em 1783, uma das atrações mais populares de Londres era o Templo da Saúde, uma promoção de um jovial escocês, chamado doutor James Graham. Destacava-se nesse templo o leito celestial, apoiado em vinte e oito pilastras de vidro, com um dossel, e com a presença de uma deusa da saúde nua e viva. Os visitantes masculinos eram convidados a repousar no leito celestial por cinqüenta libras a noite, com a promessa de que o tratamento produziria a cura da impotência.”
Trecho introdutório de A Cama Celestial
Boa Leitura!!!